Era um sábado como qualquer outro. Estava na dúvida se ia para a III Jornada de Orientação Profissional na USP, um evento que duraria o dia todo ou se arrumava a casa e sairia com o Vitor. Acabei escolhendo a segunda opção. Viemos de umas semanas de reclusão total, só assistindo Breaking Bad, quase não saímos e a casa ficou largadinha (= imunda). Uma vez que acabamos de assistir a todos os capítulos era hora de voltar à realidade.
Além disso, dia 02 de novembro é o aniversário da minha mãe, ela fará 60 anos e estamos organizando uma festa. Na semana anterior fui com minha irmã na 25 de março comprar descartáveis, parte da decoração e lembrancinhas. Tomamos café da manhã no Achapa, bem breakfast americano: panquecas, mel, bacon e ovos!!! Falei para o Vitor que iríamos tomar café lá um dia!!!
Então, no sábado sugeri ao Vitor que fôssemos tomar café da manhã no Achapa, depois iríamos na Daiso do centro comprar papel de origami (para fazer tsurus, como parte da decoração da festa), voltaríamos para o Paraíso onde almoçaríamos no Halim e depois voltaríamos para casa.
Foi um dia muito gostoso, sem horários! Tomamos café no Achapa e passamos um bom tempo na Book Stop, uma livraria no Paraíso. O Vitor ficou com vontade de comprar vários livros! Fomos na Daiso, comprei o papel e mais uns cacarecos e voltamos ao Paraíso. O Halim estava bombando, então preferimos almoçar no Ibiza do Shopping Paulista. Apesar do Shopping cheio, esse restaurante costuma ser tranquilo e estava. Almoçamos com calma e falei pra minha irmã que estávamos por ali, então combinamos de tomar sorvete no Alaska, que é perto do Halim.
O Vitor ia trabalhar de madrugada e queria dar uma descansada antes, então resolvemos comprar a Uzi (um bolinho de arroz com carne de cordeiro) pra viagem e o Vitor comeria antes de ir para o banco. Passando em frente ao Halim virei o pé, ouvi um CREC e caí no chão!!! Nunca tinha sentido uma dor como aquela!!! Precisei ficar um tempo no chão até me refazer um pouco. Algumas pessoas passaram perguntando se precisava de ajuda, se estava tudo bem e eu só sentindo dor, dor e dor, até que um casal e o Vitor me ajudaram a entrar no Alaska. Apoiei o pé na cadeira e um saco de gelo no tornozelo, que já estava uma bola.
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