sexta-feira, 30 de outubro de 2015

28 de outubro de 2015 - Quarta-feira - PO3

Hoje o combinado é de que o Vitor iria trabalhar e minha irmã viria para cá. O Vitor saiu devia ser umas nove e meia da manhã e minha irmã viria lá pelo horário do almoço... porém já era umas duas e meia e nada dela chegar. Liguei para minha mãe, que estava na rua e me disse que minha irmã já tinha saído e que ela (minha mãe) havia preparado um karê pra mim, porém não tinha preparado arroz. Comecei a ficar bem mal humorada, um por ela demorar tanto pra chegar e outro que minha mãe podia ter me avisado que não tinha feito arroz, eu teria pedido ao Vitor que deixasse preparado.

Daí perguntei se alguém tinha visto o aluguel do robofoot e, pra variar, não. Pesquisei rapidinho uns sites de material ortopédico e descobri que não sai tão caro comprar um, porém não sabia se tinha que ser cano alto ou curto e era minha irmã que estava com o papel. Pedi para ela pegar... estou esperando até agora...

Segundo o site, a entrega levaria 3 dias úteis e pagando pelo boleto, teria 10% de desconto. Mas eu fiquei com medo de que a informação do pagamento só fosse cair na quinta e minha bota só chegasse na terça, já que segunda é feriado e minha consulta no médico já é terça pela manhã.

Pedi que o Vitor pagasse o boleto, mas ele estava em reunião e não sabia como fazer o pagamento, até me falou para eu pagar pelo computador e, na hora em que pedisse a senha, ele me passava, mas eu já estava mal humorada demais e ficar dependendo dos outros está me irritando... Daí paguei pelo meu banco mesmo. Agora é torcer pra entregarem até sexta.

Minha irmã fez arroz e almoçamos, depois ela passou o resto do dia nos preparativos do aniversário da minha mãe e eu fiquei entre assistir algo no GlobosatPlay e dormir.

Toda vez que preciso levantar, minha perna parece que pesa uma tonelada e todo o peso parece se concentrar no tornozelo e dói demais. Tenho tentado deixar a perna mais alta, quando fico assim, aí não dói tanto.

Estou revezando os medicamentos pra dor: o mais fraco e o mais potente, mas ambos demoram um pouco até fazer efeito.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

27 de outubro de 2015 - Terça-feira - PO2

Hoje foi dia do Vitor ficar em casa comigo. Acordei cedo, acho que umas seis horas pra tomar remédio, daí já fiquei no celular. Talvez eu tenha dormido de novo, agora não me lembro mais. O Vitor preparou uma vitamina de mamão com aveia e pão com salame, estava uma delícia. Também fez um café fresquinho e bolo de banana e canela que ele trouxe do Café Mania. Desde sábado eu não tinha feito cocô. O café foi tiro e queda! =)

Ele ficou trabalhando e eu fiquei entre sala e quarto. Ouvi o Morning Show, assisti ao SPTV e o Vitor saiu pra comprar massa no Tortellini, iogurte e almoço no Sonda. Hoje desmarquei os pacientes de quarta.

Depois assisti Estúdio I e fui dar uma cochiladinha. Meu dia foi basicamente procurar blogs sobre tornozelos quebrados, daí também reli o "Meu joelho direito" e tive a ideia de escrever este blog aqui, um pouco pra passar o tempo e achei legal reler o blog do joelho, era um outro momento, não estava casada, fiquei na casa dos meus pais, acho que fiquei mais ansiosa naquela época. Também tem detalhes, passeios que estão lá que eu nem lembrava mais.

O Vitor trabalhou e deixou a louça lavada. À noite tinha o curso sobre Arte e o Feminino, último dia e o Vitor foi no meu lugar. Na volta trouxe Burger King.

Enquanto ele estava no curso, fiquei um tempo conversando com a Sandra sobre a cirurgia, a recuperação e meu histórico de torções, foi bem legal. Quero fazer uma avaliação com ela depois que eu me recuperar. Também liguei pra minha mãe e conversei um tempo com ela.

Depois da janta, queria tomar banho, mas estava sem um esparadrapo grande pra prender o saco de lixo na minha perna. 

Falei pro Vitor que tinha relido o Blog do Joelho e ele foi reler o dele, a última postagem dele foi em junho de 2014, quando pegou o notebook do banco, demos muita risada com a cirurgia dele. Precisamos escrever mais!!! 

26 de outubro de 2015 - Segunda-feira - PO1

O médico optou que eu passasse uma noite no hospital, para o meu conforto, também prefiro, me trazem comida, me levam ao banheiro, me medicam, tem TV e wi-fi, estava com o iPad, o celular e os carregadores, tinha botãozinho pra ajustar a altura da cama... ir embora pra quê? Kkkkkkk...

Recebi alta por volta das nove horas, mas pedi para tomar mais uma dose de analgésico, ainda mais porque ia me mexer, andar de carro e talz... Daí me deram Tramal e dei uma cochilada, saímos por volta das dez do hospital. Ainda passamos na farmácia e deixamos uma pequena fortuna com o monte de remédios que precisarei tomar essa semana.



Em casa, fiquei um pouco na sala, almoçamos Laranja e Açaí (virado a Paulista) e o Vitor foi trabalhar. Desmarquei meus pacientes de segunda e, por volta das 14:00, minha irmã chegou. Tomamos sorvete e ela começou a mexer nas lembrancinhas do aniversário da minha mãe. Eu fiquei na sala programando os alarmes dos remédios no celular e anotando os horários nas caixinhas. Fui para o quarto e dormi até umas seis ou sete horas. 

O Vitor voltou trazendo pão e frios, mas minha irmã não quis ficar pra comer com a gente. Antes de ir embora eles desceram e foram ver o salão de festas.

Jantamos e dormimos bem cedo até.

25 de outubro de 2015 - Domingo - Dia da cirurgia

Havia dormido bem à noite, só acordando na hora em que os enfermeiros entravam. Tomei um último lanche à meia-noite e depois disso não poderia comer mais nada, nem beber água. 

Só sei que a cirurgia estava marcada de manhã e que havia uma pessoa que seria operada antes de mim. Por volta das nove uma enfermeira trouxe um avental verde e disse que eu já desceria para o centro cirúrgico, minha única preocupação era de que eu não tinha visto o Vitor, queria ter conversado mais com ele, mas ele só chegou quando estava descendo para o centro cirúrgico, fiquei um pouco irritada e chateada por ele não ter chegado antes. O médico que ia me operar passou rapidamente, falou alguma coisa, assinou um papel e foi embora, não deu nem pra perguntar muita coisa. Não sei se estava com pressa ou se eles não gostam mesmo de ficar com as pessoas porque elas perguntam coisas.

Desci na caminha e fiquei aguardando na sala de pós-operatório enquanto preparavam a sala 10. Tinha uma galera lá capotada, um cara que roncava profundamente. Fui para sala de cirurgia e o anestesista explicou que seria a raqui e que eu tomaria algo antes para apagar, só lembro que tudo começou a ficar embaçado e apaguei.

Daí acordei ainda na sala de cirurgia e minha cintura pra baixo parecia gelatina. Fui para sala de observação e fiquei um tempinho lá. Uma enfermeira perguntou se eu conseguia mexer a perna. Conseguia mexer, mas não que ela fizesse o movimento que eu queria. Já foi o suficiente pra ir para o quarto. 

Minha mãe já tinha ido embora e o Vitor me esperava. Devia ser umas duas horas da tarde??? O médico disse para eles que a cirurgia foi um sucesso, uma placa, seis pinos e um ligamento refeito (estou muito curiosa para saber que ligamento que mexeram, pesquisei na internet e descobri que existem muitos ligamentos no pé). Eu já achava que não tinha muito ligamento pra torcer tanto assim o pé...



Almoçamos e à tarde, a Tia Mara, o Tio Taka, o Cadi, a Andrea e a Soraya vieram me visitar. A Soraya ficou triste que minha mãe não estava lá e a Tia Mara estava bem preocupada se a festa da minha mãe ainda ia acontecer. Levaram as muletas que eram do Cadi e ficaram pouco tempo, mas demos boas risadas!

À noite o Vitor saiu para jantar e deu uma passada em casa pra dar uma arrumada, na volta trouxe um sorvetinho pra gente!!! Muito bom!!! Minha mãe, o Gú e a Eliana também foram me visitar e levaram uma florzinha bem bonitinha!!!

Uma coisa boa desse São Luiz é que já me davam direto Tramal pra dor. Quando operei do joelho, me davam um monte de outros remédios e nada da dor passar... Dormi bem à noite!!!


24 de outubro de 2015 - Sábado - Parte II

Tomei sorvete de menta, o Vitor de milho, minha irmã escolheu um Sundae e o Felipe, farofa com um pouco de sorvete e ainda levou pra casa a farofa que sobrou. 

Eles tinham ido de bicicleta e eu não conseguiria de forma alguma ir embora de metrô, então pedi que minha irmã pegasse o carro e levasse a gente até o apartamento. Ainda ficamos pensando se chamaríamos um táxi/Uber pra ir pro apartamento deles ou pro nosso apartamento, mas no final, minha irmã voltou na frente e pegou o carro. Até então, a ideia era de que ela nos deixasse em casa, o Vitor iria trabalhar e de madrugada me levaria ao Pronto Socorro. Nesse meio tempo, conversei com a minha mãe e achamos melhor que eu fosse direto para o Pronto Socorro. Então minha irmã chegou e fomos ao Pronto Socorro. O Vitor voltou de metrô pra casa e o Felipe voltou de bicicleta. 

Fomos ao São Luiz da Santo Amaro. Meu pé doía horrores, ainda bem que não estava cheio e fui rapidamente atendida. O lado ruim foi que só saí de lá na segunda...

Pelo Raio-X descobri que havia fraturado o tornozelo (a fíbula, se não me engano) e que, pra arrumar, só cirurgia mesmo... e eu que estava mal humorada achando que teria que usar aquele robofoot... antes fosse.



Não dava pra pensar, não dava pra ter uma segunda opinião, não dava pra escolher o médico que ia me operar... o jeito era ficar lá e esperar. De certa forma, não fiquei nervosa, não tive muitos questionamentos porque me baseei na cirurgia que fiz no joelho em outubro de 2012.   

Colocaram uma tala para imobilizar o tornozelo o que já me aliviou a dor que estava sentindo. O carinha (Rogério) que ia fazer a imobilização queria cortar a minha calça novinha!!! Daí pedimos pra ele trazer o aventalzinho já que eu ia internar mesmo! Ainda bem que ele arrumou um. 

Fiquei um tempinho na enfermaria/sala de observação e medicação esperando a internação ser autorizada pelo convênio, tomei remédio pra dor, colhi sangue para os exames pré-operatórios, fiz exame de coagulação, expliquei pra 500 pessoas o que tinha acontecido e jantei lá mesmo.

Minha irmã ficou comigo o tempo todo e ainda descobriu que lá tinha wi-fi. Acho que depois que colocaram wi-fi no hospital, imagino que as pessoas passaram a dar muito menos trabalho aos enfermeiros.

Subi para o quarto e no final do horário das visitas minha mãe chegou no hospital e passou a noite comigo.  

24 de outubro de 2015 - Sábado - Parte I

Era um sábado como qualquer outro. Estava na dúvida se ia para a III Jornada de Orientação Profissional na USP, um evento que duraria o dia todo ou se arrumava a casa e sairia com o Vitor. Acabei escolhendo a segunda opção. Viemos de umas semanas de reclusão total, só assistindo Breaking Bad, quase não saímos e a casa ficou largadinha (= imunda). Uma vez que acabamos de assistir a todos os capítulos era hora de voltar à realidade. 

Além disso, dia 02 de novembro é o aniversário da minha mãe, ela fará 60 anos e estamos organizando uma festa. Na semana anterior fui com minha irmã na 25 de março comprar descartáveis, parte da decoração e lembrancinhas. Tomamos café da manhã no Achapa, bem breakfast americano: panquecas, mel, bacon e ovos!!! Falei para o Vitor que iríamos tomar café lá um dia!!!

Então, no sábado sugeri ao Vitor que fôssemos tomar café da manhã no Achapa, depois iríamos na Daiso do centro comprar papel de origami (para fazer tsurus, como parte da decoração da festa), voltaríamos para o Paraíso onde almoçaríamos no Halim e depois voltaríamos para casa.

Foi um dia muito gostoso, sem horários! Tomamos café no Achapa e passamos um bom tempo na Book Stop, uma livraria no Paraíso. O Vitor ficou com vontade de comprar vários livros! Fomos na Daiso, comprei o papel e mais uns cacarecos e voltamos ao Paraíso. O Halim estava bombando, então preferimos almoçar no Ibiza do Shopping Paulista. Apesar do Shopping cheio, esse restaurante costuma ser tranquilo e estava. Almoçamos com calma e falei pra minha irmã que estávamos por ali, então combinamos de tomar sorvete no Alaska, que é perto do Halim.

O Vitor ia trabalhar de madrugada e queria dar uma descansada antes, então resolvemos comprar a Uzi (um bolinho de arroz com carne de cordeiro) pra viagem e o Vitor comeria antes de ir para o banco. Passando em frente ao Halim virei o pé, ouvi um CREC e caí no chão!!! Nunca tinha sentido uma dor como aquela!!! Precisei ficar um tempo no chão até me refazer um pouco. Algumas pessoas passaram perguntando se precisava de ajuda, se estava tudo bem e eu só sentindo dor, dor e dor, até que um casal e o Vitor me ajudaram a entrar no Alaska. Apoiei o pé na cadeira e um saco de gelo no tornozelo, que já estava uma bola.